segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os painéis da Casa Silva Freire

https://twitter.com/casasilvafreire

http://globotv.globo.com/tv-centro-america/bom-dia-mt/v/evento-em-cuiaba-faz-homenagem-ao-poeta-silva-freire/2836686/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Benedito_Sant'Anna_da_Silva_Freire

https://www.facebook.com/pages/Casa-Silva-Freire/151831298359031     

           Na semana do dia 20 de Setembro, dia do poeta mato-grossense e data de nascimento de Silva Freire, o muro da casa que recebe seu nome foi decorado por notáveis pintores locais. Os artistas que doaram seu tempo e obra para a criação deste painel conjunto são (da frente para o fundo), Luis Segadas que retratou uma mão aberta extraído de um dos livros de Silva Freire, Ruth Albernaz com o pássaro e Javier Porporatto com o buriti e a rocha do cerrado e Henrique Bertulani com uma cachoeira e canoa. Marcelo Velasco, o ilustrador do livro biográfico “Bugrinho”, com a fachada cuiabana. Benedito Nunes com as folhas de lixeira e sua aluna Guadalupe retratou o garimpeiro, frequentemente mencionado na obra de Silva Freire. Herê Fonseca com a mulher na rede, Elias de Paula com um índio yanomami e John Douglas com seu personagem urbano. Larissa Freire, filha do poeta, junto com os artistas conseguiram o apoio material, e com alegria presenteiam o centro histórico de Cuiabá com lindos painéis comemorativos. Estas pinturas realçam o ambiente e inspiram outros a utilizarem o espaço da Casa Silva Freire (uma casa sem paredes) para manifestações e apresentações culturais.

          [Bem] Abaixo temos  o poema de Silva Freire que me inspirou a pintar minha parte do painel, Se trata de um poema do livro ”Águas de Visitação” de 1979, que admito ter sido meu primeiro livro puramente de poesia que havia lido até então. Confesso que gostei dos poemas por serem ecléticos, falam da natureza rica como também das pessoas pobres. Despertou em mim a curiosidade pela poesia, coisa difícil com minha inquietude. Pretendo ler mais da obra dele, e reparei que existem muitos trabalhos acadêmicos accessíveis on-line onde se descobre que Silva Freire fez um bocado de outras coisas além da poesia. Ele foi advogado criminalista como boêmio, foi politicamente ativo em sua comunidade, algo que o tornou notório pela ditadura da época, sabia valorizar a temática do âmbito regional que enriquece e o que era somente um “garimpo da infinitude”.

A casa Silva Freire está localizada na esquina das ruas 12 de Outubro e Pedro Celestino, no centro histórico de Cuiabá. Vide os vídeos e documentos no final desta postagem.

 

 

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http://www.youtube.com/user/casasilvafreire

  http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2013/04/filha-do-poeta-silva-freire-descreve-o-pai-em-livro-infantil-em-cuiaba.html
Silva Freire Alabê Oni final.mp4_000014256
  https://vimeo.com/107643789

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/mato_grosso/silva_freire.html

http://www.ufmt.br/ufmt/unidade/userfiles/publicacoes/51cf001d9a7d6e3854b6883561abf068.pdf

file:///C:/Users/Usuario/Downloads/1918-7378-1-PB%20(1).pdf

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=442420

Extraído de
ALVES, Henrique  L., org.  Poetas contemporâneos.  Capa de Alfredo Volpi. São Paulo: Roswitha Kempf Editores, 1985.

- a canoa coisifica a respiração da madeira        

         (alimento do aviso)

- o canto

           (beira-chão-barranco)

           responde no toque-atabaque

                    traço-truque-do  leque

                                                   membrana d’água

- a canoa circunscreve a escrita

                                  que irrita

                                   tato-peixe

- da colher do remo

                            pinga o desenvolvimento

                            do curso inventado

- a canoa trabalha a função do reflexo

               canoa                 remo

                    remoer do homem

                             canoeiro

               canoeirar o rio-equilíbrio

- o sulco ferido

                      (feriado)

                          gruda

        a negritude do aquaremo

- balanço que bate embalo

                                      pla

plaque

                                      pla

                                               sono-módulo prisão-no-porto

                                                                            ou morto

- a canoa concebe

                            boca que inventa o vento

                            tempo que a fome urra

                            riso que o peixe isca

                            abrangência de mormaço

- a canoa incorpora

                            intuir a chuva

                            carne-viva vida-nova

                                       viva-vida

                            pose do embarque

                            tensão do emborcado

                                  iodo do Iodo

                                         Iobo

- o remeiro imanta o pranto

                            no canto

                            que canta

                                           a queda do peixe

                                 limpo     limbo

                                 lama       limo

                                 lima-que-lima

                            a invenção da canoa

- a canoa insere no assento

                     o nojo do rio

- a canoa investe o lucro

                                      na transparência da sombra

                                      interior do sem-medo

                                      eventual da paisagem

                                      no corte que a linha quebra

- a canoa enfeita

                            hirto olho vela velório

                                      boi-afôgo

                            boiaafogando barriga d’água

- a canoa escritura

                            a faca da curva

                              leva-e-lufada

                            remoinho que o rio incesta

- a canoa desperta

                            esmalte da escama

                            fundição da faca

                            dependência do anzol

                            o peso que a poita aponta

- noturno

              a canoa soletra

              o enredo da pesca

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/mato_grosso/silva_freire.html

terça-feira, 15 de julho de 2014

Revista Paralelo 16 da Fecomércio MT traz artigo na coluna “Gente & feitos” sobre a exposição decorrida na galeria de artes do Sesc Arsenal.

 

Artigo por Gustavo Augusto, técnico de comunicação. O artigo transcrito está abaixo das fotos.

capa revista paralelo16 001 Cachoeira da Fumaça 001

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artiga 2pg 001

artigo 3pg 001

Revista do Sistema do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Mato Grosso Fecomércio/Sesc/Senac-MT- Ano6-Edição 27 abril-maio-junho-2014

O Artigo para quem não conseguir ler a página escaneada.

Artista cuiabano volta às raízes com exposição no Sesc Arsenal

Com 35 anos de idade, Henrique Bertulani já teve a experiência de conhecer e viver culturas de outros países. Ele nasceu em Cuiabá, mas aos dois anos de idade se mudou. E agora, coincidentemente, tem dois anos que voltou para a capital. Depois de expor em vários lugares, prepara a primeira exposição na cidade natal.

São 16 telas e uma gravura que abrilhantarão as paredes da Galeria do Sesc Arsenal até o dia 30 de maio. A exposição intitulada "Nunca se pisa duas vezes no mesmo rio" faz alusão à frase do filósofo grego Heráclito de Eféso (535- 475), que acreditava que, ao se passar novamente por um rio, tudo havia mudado se comparado àúltima vez, ou seja, tanto o rio quanto a pessoa já não eram mais os mesmos. "Só há uma constante nesse universo: a mudança", explicou Bertulani.

Os quadros têm como temática ambientes naturais (cachoeiras, rios), mas com a presença humana praticando esportes, como canoagem e mountain bike. "Você não precisa contemplar o rio como se fosse uma paisagem. Você pode fazer parte dele. [...] E são símbolos, espero que as pessoas se identifiquem", explicou.

O Sesc Arsenal

Bertulani fala da importância que o Sesc Arsenal proporciona aos artistas que expõem suas obras na unidade. “Poucas galerias no mundo oferecem um espaço tão elegante para artistas que não estejam engajados com arte comercial. O Sesc mostra boa arte, venda ou não venda, no entanto a arte divulgada é sempre superior no Sesc, [...] Arte e artesanato para turistas são importantes e o Bulixo às quintas à noite cumpre esta função, porém a galeria é um espaço de vanguarda, de Referência estadual, a galeria do povo como dos artistas”.

O artista já colaborou, anteriormente, no desenvolvimento de projetos realizados pela entidade, como a sexta e a sétima edição do Salão Escolar. Em cada edição, o projeto atendeu a 400 crianças de escolas pública e particular. “É muito trabalho, porém recompensador. Faria um salão desses todo ano se pudesse, pois como Einstein dizia ‘Imaginação é mais importante que conhecimento’. As escolas precisam cultivar a imaginação...”, afirma.

A exposição

Mais autoexplicativo que o título da exposição, somente o artista e, consequentemente, sua obra. Depois de absorver um pouco de cada lugar que conheceu e passar por mudanças climáticas, geográficas e pessoais, o próprio Bertulani se analisa: "A mudança implica não ser igual. Quando o artista muda seu estilo, a pessoa não muda por inteiro, somente sua percepção do mundo, que por sua vez permite ao artista refletir sobre as mudanças que ocorrem em seu interior. [...] Quando as pessoas voltam para suas origens, elas descobrem ou relembram sensibilidades de sentidos há muito tempo ocultos ".

Henrique prefere que as pessoas criem suas próprias interpretações das telas, porém admite que tem divulgado o sentido pessoal das pinturas para as pessoas que visitam a exposição.

Ainda que suas telas tenham grandes dimensões (até 2,2 m x 2 m), ele preza, minuciosamente, pelos detalhes, valorizando-as ainda mais. E quando perguntado sobre as mudanças que percebeu em Cuiabá, preferiu não fazer julgamentos, pois: "Nos cabe adaptar ao ritmo do desenvolvimento sem esquecer de evoluir ainda mais no âmbito pessoal", concluiu.

O ápice do artista

No tempo em que esteve fora do Brasil, Bertulani teve a honra de pintar um painel de seis metros de altura por oito de comprimento, o painel do Cyclotron localizado no campus da Michign State Univesity, nos Estados Unidos. A pintura é considerada a obra mais valorizada em diversos aspectos pelo artista. A ideia do painel de Bertulani, primeiro, precisou passar pela avaliação de dezenas de físicos nucleares, astrofísicos e engenheiros, até ser aprovada.

“Quando inaugurei o painel me pediram para falar dele para todos os cientistas da unidade, uma grande honra. Sobre a técnica acredito que é um dos painéis mais bem elaborados por conter várias ideias da física nuclear e astrofísica com as quais os cientistas se identificaram”, conclui o artista.

Quem quiser conhecer mais um pouco do estilo de vida e das obras do artista, basta acessarwww.vimeo.com/bertulani.

domingo, 13 de julho de 2014

Museu da Imagem e do Som de Cuiabá “MISC” acolhe a exposição “Síntese de Nunca se Pisa Duas Vezes no mesmo Rio” até o dia 29 de Agosto.

             Me estenderam a mão para continuar a divulgação das minhas atuais obras no centro histórico de Cuiabá. Fico muito grato de poder mostrar 7 das 20 telas recém expostas no Sesc Arsenal mas que agora adornam o MISC junto a outras 2 exposições de pintura. Para aqueles que trabalham no centro da cidade não tem mais desculpa de ir durante a hora do almoço de segunda a sexta curtir a digestão no segundo andar do edifício em frente a igreja Nossa Senhora dos Passos, o MISC. Nesta síntese trago meus dois estilos porém em quantidade reduzida. Conto com a venda de gravuras com 2 imagens diferentes que estão sendo comercializadas a R$20 cada, onde metade irá para o grupo de dança-afro do MISC Ayoluwa poder adquirir seu figurino. Não percam ésta oportunidade de participar ativamente da vida cultural de sua cidade!

 

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Rua Voluntários da Pátria perto da Prainha

 

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Quadros do estilo novo, com as cachoeiras e esportes radicais.

 

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Quadros do Estilo antigo introspectivo

        

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          Patio Interior do MISC onde o Grupo de dança ensaia toda semana

terça-feira, 3 de junho de 2014

8000 mil pessoas visitaram a exposição “Nunca se pisa duas vezes no mesmo rio” na galeria do Sesc Arsenal.

 

Com o sentimento de missão cumprida, saio otimista da galeria do Sesc Arsenal. Deixo a dica para outros artistas que irão expor naquele espaço: Não basta montar a exposição e deixar que as pessoas entrem na galeria pela sua própria vontade. Claro que haverão aqueles que cultivam o hábito de consumir cultura. Porém caso queira que pessoas de todas as idades, camadas e nichos da sociedade tenham a oportunidade de ver sua obra, permaneça mais na galeria durante seu horário de funcionamento e educadamente convide os frequentadores do ambiente do Sesc Arsenal a visitarem a galeria, pois a maioria das pessoas caminha em frente dela sem entrar. Nas quintas feiras, durante o Bulixo, isso se torna ainda mais visível. Só de haver alguém convidando os frequentadores do Bulixo a visitar a exposição consegui numa única noite convidar 950 pessoas (mas a média era de 400 visitas neste dia). Concluo esse post agradecendo a  todos que me ajudaram a montar, divulgar e administrar a exposição. Acredito que os funcionários sejam eles administrativos, diretoria ou manutenção técnica trabalham com muito vigor e vontade e conseguem com relativamente poucas pessoas criarem um verdadeiro oásis cultural para esta cidade e permanecer uma referencia estadual.

Fotos por Rodolfo